Claudia Miranda Santos, Advogado

Claudia Miranda Santos

(10)Rio de Janeiro (RJ)

Sobre mim

Advogada e médica, pelos direitos dos deficientes e Direito da Saude.
Carreira de mais de vinte anos na medicina, recente ingresso no Direito, formada na Faculdade Mackenzie Rio.
Experiência em Direito Civil, Direito Previdenciário Nacional e Internacional, Direito da Saude, Direitos dos Deficientes. Justiça Federal.

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Comentário · há 9 anos
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Claudia Miranda Santos, Advogado
Claudia Miranda Santos
Comentário · há 10 anos
PARABÉNS AO MAGISTRADO QUE MAIS UMA VEZ GARANTE A ENTREGA DOS DIREITOS CONSTITUCIONAIS AOS DEFICIENTES!
A ausência de critérios validados para a inclusão social/educacional dos deficientes funciona mais como um fator de exclusão e exposição dos mesmos a sensação de degradação e reforça a baixa autoestima.
A deficiência tem vários graus e atinge vários órgãos. É difícil quantificar e tratar desigualmente os desiguais. Como quantificar as dificuldades?
Ainda que haja uma dificuldade cognitiva, esta não deve ser um impeditivo a ascensão a universidade, se avaliado por Equipe Competente, preparada para avaliar cognitivamente e ter preparo pedagógico. Quem são os avaliadores da correção da redação dos deficiente que zeraram na redação do ENEM? As justificativas da correção por si só deixam claro que foi realizada por pessoas que não conhecem sobre a deficiência do candidato.
Falta de coerência da redação deve pesar bem menos na decisão final e se houver dúvidas sobre a decisão final, que a nota da redação não pese na aprovação do candidato deficiente cognitivo, que tenha dificuldade em entender conceitos abstratos, como ocorre nos autistas.
A opção de ter um leitor no auxílio da prova do ENEM não ajuda o autista, que tem dificuldade na compreensão de algumas frases.
Se a Educação não dispõe de instrumentos justos para avaliar a capacidade dos autistas e demais pessoas com deficit cognitivo, que os mesmos tenham o direito de não serem avaliados de forma errada e tendenciosa. Quem venceria um concurso de cortar papéis com tesouras próprias para sinistros? Suponhamos que no grupo de concorrentes houvesse uma pessoa sinistra e 99 destras, logicamente a pessoa sinistra seria a mais veloz!
Portanto, logicamente, teria que haver um texto apropriado e uma forma de redação adequada a deficiência apresentada. Simplesmente fornecer um ledor ao candidato, não me parece resolver o problema, não elimina a diferença, não garante um tratamento desigual aos desiguais, é inconstitucional!
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